Para não esquecer
2021
Penso na pintura como uma delicada relação. Uma resposta ao que esqueci, ao que sinto e vejo, como um espelho que apenas reflete. Em tempos obscuros, a delicadeza poder ser uma forma subversiva de resistência.
Nesta série mergulho o papel na tinta acrílica diluída em água (como na aquarela) para compor pinturas sobrepondo as folhas, buscando paisagens nas cores e nos “vazios” do papel.
Pequenos sinais
2021
Explorando mais uma camada de uma delicada relação, busco na caminhada um estado de presença, um respiro. Ao andar pela cidade coleto miudezas caídas ruas. Busco pedacinhos do que já foi algo, sobras, lixo que não teve destino, que rola com o vento, com a chuva.
A partir de arranjos com estas coisinhas nas paredes do ateliê elaboro pinturas.
Série em andamento. Mais pinturas em breve.
Pausas para flutuar
2019
Na busca de uma delicada relação/resposta reinvento meus desenhos de paisagem da infância. Nuvem, sol, montanha e bichos, quem nunca desenhou? A criança atribui vida própria a seres que convivem em seu universo, emprestando ao desenho e às coisas um espírito e uma ação. Ela não desenha o que vê, mas o que sabe e sente.
Nesta série exploro a tinta à óleo sobre o papel encorpado em pinceladas suaves e camadas mais gordinhas em pequenos relevos.
Memórias inventadas para preencher esquecimentos
2019, em andamento
Percebo cada pintura como uma sensação de lugar, uma fantasia que transita entre entre pausas, lapsos, cheiros, imagens e paisagens imprecisas.
Nesta série utilizo tinta a óleo, acrílica e grafite sobre fichas de arquivo antigos doados por uma amiga querida. O processo começa com tratamento do papel dos fichários e a pintura acontece conforme a necessidade de uma narrativa surge. Assim, a série tem sido um contínuo fazer e arquivar e continuará até que as fichas acabem. Separei duas delas para este catálogo.





























